Sobre

Antônio Barros é Mestre em História da Arte pela UERJ e Doutor em História (com ênfase em Hist. da Arte) pela UNICAMP. Ex-professor do Instituto de Artes da UERJ.
Sua carreira acadêmica se caracteriza pelo interesse nos fluxos entre as experiências artísticas e as experiências sensíveis da vida em geral. Nesse sentido, suas pesquisas se concentram nas encruzilhadas entre a Arte e outros campos do conhecimento humano, e entre a tradição clássica e a historiografia contemporânea.

E foi como desdobramento destas pesquisas acadêmicas que ele se voltou a mergulhar de cabeça nos estudos da Astrologia, que tinha começado em 2008 com Carlos Hollanda. Se formou pela Cia dos Astros (quando o curso ainda era ministrado conjuntamente por Carlos Hollanda, Márcia Mattos e Sérgio Pupo). E, em 2019, criou o projeto Arte da Astrologia.

“A obra de arte não só nasce dos signos como os faz nascer”

(Gilles Deleuze, filósofo francês)

Uma pergunta: e se para descobrir as forças mais íntimas que efetuam um ser fosse necessário um telescópio em vez de um microscópio?

Esse é o paradoxo em que se encontra o Narrador (enquanto personagem principal) ao fim do romance Em Busca do Tempo Perdido (de Marcel Proust). O que ele compreende é que as verdades e as ideias não são detalhes nas miudezas das coisas, mas sim grandes normas de composição que parecem minúsculas apenas porque estão situadas a enormes distâncias de nós, como se cada uma delas formasse universos próprios. 

Contudo, tal descoberta do Narrador é acompanhada de uma condição: ela só pode ser expressa e experimentada através de uma obra de arte. É que, justamente, essa descoberta não tem o sentido de criar ou firmar a distância entre as coisas e fragmentar as partes. Antes o contrário: pretende estabelecer a continuidade entre coisas distantes, por meio da ressonância entre elas. Por isso o Narrador decide, enfim, começar a escrever sua grande obra literária “como se fosse a pintura de um templo”. Esse é apenas mais um dos inúmeros e muito surpreendentes casos de estreita relação entre uma obra de arte e o pensamento astrológico. E resume bem a maneira como trabalhamos com a Astrologia: a) como estudo atento das potencialidades e singularidades de cada pessoa; b) como expressão artística por se desdobrar na vida cotidiana. Por isso, o pincel e o telescópio cruzados na nossa logo.

“A vida é a arte do encontro,
embora haja tanto desencontro.”

(Vinicius de Moraes, poeta,
dramaturgo e diplomata brasileiro)

Imaginar que alguém tenha qualquer incapacidade por ter nascido com um Mercúrio retrógrado, ou que quase se afogou porque Netuno estava mal posicionado no seu Mapa até pode ser uma maneira de lidar com o mundo e com a Astrologia. Mas, certamente, não é a melhor.

Quando historiadores modernos estudaram um mapa do antigo Egito o que eles conseguiram descobrir não foram apenas umas orientações pessoais para um sujeito qualquer. Esmiuçando tudo o que aquela narrativa astrológica tinha registrado, os historiadores terminaram a encontrar ali todo um conjunto das relações e condições sociais e até morais, revelando como que um mundo perdido.

Nesse sentido, os mapas astrológicos são como diagramas sobre as forças que nos compõem e que compõem as outras coisas. São expressões de universos que se individualizam nos sujeitos dos mapas. O importante é que, assim, os mapas podem nos ajudar a perceber de que forma as coisas desse nosso mundo se compõem ou não com a gente, e como podemos aprender a buscar apenas os encontros que nos potencializam – driblando os desencontros.

Voltando ao exemplo: o que devemos aprender no risco de afogamento não é que as ondas são más ou traiçoeiras, ou que Netuno estava mal posicionado… Devemos aprender como nadar, como usar a força netuniana de modo a potencializar o encontro em vez de terminar em desencontro. Isto é, aprender a me dispor no meio netuniano de uma forma diferente da que me disponho sobre a terra firme, para que na água eu potencialize a composição do meu corpo tanto quanto eu a potencializo na terra. Portanto, em vez de (c)astrologia para predeterminar o sujeito e mantê-lo ao acaso dos desencontros astrais, a Astrologia é um tipo de arte dos encontros: entre os movimentos do planetas e as casas, entre os signos e nós, e entre as as relações que nos compõem e as que compõem as outras coisas.

Divisão cartográfica do céu em quadrantes de casas, ilustrando diferentes momentos do processo artístico de criação dos signos zodiacais: a contemplação pura das estrelas, a formação de linhas expressivas entre algumas estrelas, a figuração de constelações, e a encarnação dessas figuras como seres animados.

“Porque eu sou do tamanho do que vejo. E não do tamanho da minha altura.””

(Alberto Caeiro, heterônimo do poeta – e
astrólogo – português Fernando Pessoa)

Não se trata de uma dessas “a verdadeira astrologia”, nem uma novidade do tipo “a última moda astrológica”. O projeto Arte da Astrologia é simplesmente a astrologia tal qual ela historicamente se constituiu, porém com uma ênfase importante: assumir que os vínculos entre ela e a arte são mais do que conexões casuais, circunstanciais ou restritos. Isto é, aqui partimos do pressuposto de que entre Astrologia e Arte há uma relação  de base, uma amarração fundamental. 

Cruzando o pincel e o telescópio, nossas consultas funcionam como críticas técnicas ou artísticas com o intuito de potencializar as ações e os conhecimentos dos nossos clientes. Descobrindo ressonâncias entre os movimentos planetários nos signos e a experiência de vida do cliente, vamos diagramando as forças que compõem os processos da sua vida.

Assim, a finalidade das nossas consultas não é a de prevenir o nosso cliente de qualquer coisa ou de apenas anestesiá-lo um pouco dos conflitos da existência, mas sim de estimulá-lo a agir de forma a gerar mais encontros do que desencontros com o seu mundo. Em última instância, tornando as relações com o mundo exercícios artísticos dos seus mapas astrais, criando novas formas de se perceber e experimentar.
Então venha você também aumentar o tamanho do que você vê, e potencializar a sua maneira de ser com o mundo. 👉 Agende sua consulta agora! 👈

“Literatura”, obra do próprio autor (2011).


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